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Mensagem por The Fallen em Seg Mar 05, 2012 9:22 am


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Última edição por The Fallen em Qua Set 11, 2013 8:09 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Praia

Mensagem por Edward Crawford Ferrer em Sex Abr 05, 2013 6:20 pm



Mamãe e papai, essa carta é para mostrar o quanto amo vocês. Nunca quis isso... Eu não aguento essa vida mais, sério. Pra provar isso, essa é a última coisa que vocês irão saber de mim. Então, como já escrevi, essas são as minhas últimas palavras... Depois, nunca mais irão me ver... Vou dar um fim na minha vida.

Ass, Edward.


Senti as minhas mãos arderem quando terminei aquela carta. As lágrimas estavam se acumulando nos meus olhos, a tristeza estava me inundando só de pensar em como os meus “pais” reagiriam. Estremeci e mordi os meus lábios. Eles já estavam velhos demais, e se ficassem doentes, tivessem um ataque cardíaco, sei lá... Mas e se eles se ferissem? A culpa seria minha, totalmente minha. Soltei a caneta e coloquei-a em cima da mesa. Observei o papel durante alguns minutos e olhei para a porta da sala, e a partir dali, me levaria para outro lugar, bem longe daquele mundo, daquele local onde não era seguro. Peguei a minha mochila e coloquei nas minhas costas. Andei até o cofre e tirei todas as notas que tinham ali, e em seguida, andei até a porta, saindo daquele local que não me pertencia mais.

---

Os meus passos eram rápidos, e de vez em quando olhava para trás. Estava numa rua meio escura, afinal, ninguém podia me ver. Estava usando uma blusa de frio preta, e coloquei o capuz preto também, estava usando um jeans rasgado nos meus joelhos e calçava um par de All Star preto com branco. As lágrimas ainda estavam se acumulando nos meus olhos. – Eu sou uma péssima pessoa. – Choraminguei, sabendo que apenas eu estava ouvindo aquilo. Tinha feito a coisa mais cruel do mundo... Simplesmente tinha abandonado dois velhinhos que tinham cuidado de mim dois anos, e durante esses dois anos, tinha conseguido tudo que qualquer mortal iria querer. Meu coração estava partido mais uma vez, na verdade, tinha sido partido milhares de vezes por causa desse ato cruel que praticava de vez em quando, essa era a pior parte de ser imortal. Estava sozinho naquele mundo... Sozinho para sempre, e esse sempre não era uma brincadeira, mas era de verdade. Olhei ao redor mais uma vez e estremeci quando senti algo frio tocando a minha testa. As sombras estavam ali, de novo.

De repente, elas ficaram mais intensas, fazendo com que o local ficasse frio e escuro. Tinha que me acalmar, não podia entrar em desespero, ainda mais que estava no meio de uma fuga. Fechei os meus olhos e andei bem devagar, para que não batesse em alguma coisa. – Elas não podem fazer nada, elas não podem fazer nada, elas não podem fazer nada, elas não podem fazer nada. – Sussurrei várias vezes, até que senti a rua voltar a sua temperatura natural. Deixei um suspiro de alívio escapar e olhei ao redor novamente, vendo se tinha alguém. Incrivelmente, aquele corredor daria no local onde queria. Ajeitei as mochilas em minhas costas e olhei para frente, observando aquela vista magnífica. Olhei para o horizonte e fiquei ali, parado por alguns minutos. O que devia estar acontecendo lá longe? Será que as pessoas estavam se divertindo? Será que tinha algum navio? Será que tinha uma ilha não descoberta? Bom, para mim tudo era um mistério, era um mundo sem sentido, mas teria que me acostumar, afinal, era meio que uma obrigação. O meu castigo era ser uma criatura imortal, viver sozinho, sofrer e sofrer. Bom, não sabia o motivo disto.

Andei lentamente até a praia, sentindo a brisa da praia bater nos meus cabelos, jogando-os para trás. Tirei os meus sapatos e joguei-os para um lado qualquer, não precisaria deles. Continuei andando, e em seguida, sentei-me no chão, bem perto do mar. Os meus olhos estavam marejados, pronto para as lágrimas escaparem. Tirei a mochila das minhas costas e depois, tirei a blusa, revelando a minha camiseta branca. Abracei os meus joelhos e coloquei a minha cabeça entre eles, pronto para chorar. Estava cansado daquela vida, e infelizmente, não teria jeito de acabar com ela, nunca teria uma solução.


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Re: Praia

Mensagem por Jessamine H. Ravënne em Sex Abr 05, 2013 7:55 pm


the ropes have been unbound ♛
I hunt for you with bloody feet across the hallowed ground

A música eletrônica fazia o chão de areia estremecer, movendo os pés dos milhares de jovens na enorme festa rave na parte sul da praia. Cada vez que eu pulava de acordo com o ritmo que inundava meus ouvidos, meus mocassins afundavam na areia branca. Levantei meus braços e comecei a dançar perto do palco, conseguia sentir o cheiro da erva que o DJ fumava, o perfume barato do rapaz ao meu lado e até mesmo o cheiro de um gel de cabelo vindo sei lá de onde. Virei-me na direção de um lindo rapaz usando roupas no estilo rocker que me observava, e balancei o cabelo enquanto ia até ele. Com os corpos colados, semi-fundidos, nos movíamos como se fossemos um. Ele segurava uma garrafa de vodka, a qual peguei e tomei um longo gole enquanto puxava-o para fora da multidão.

- Qual seu nome? - O desconhecido sussurrou em meu ouvido, enquanto nos espremíamos entre os adolescentes para conseguirmos sair dali. Levei meus lábios até seu pescoço e mordi o local, meu corpo tremia com o êxtase que apenas a energia humana conseguia proporcionar. No meio de tanta excitação, minha voz saiu ligeiramente rouca quando respondi - Posso ter o nome que você quiser... Chame-me de Victorie - O garoto riu, e seu bafo horrível de cigarro e bebida me fez tremer. Ele era apenas isso, um rostinho bonito, já que parecia um animal.

Suas mãos passeavam pelo meu corpo, sem limites ou rédeas. Ambos estávamos entorpecidos, e quando saímos da área da rave nos enlaçamos ainda mais. Nossos lábios se tocavam com uma atração carnal, ele me empurrou na direção de uma pedra e começou a desabotoar minha jaqueta. Merda, estava tão divertido..., pensei, sabendo que era a hora de acabar com a festa. Essa era a graça de estar com humanos: eles sempre tinham altas expectativas. Um garrafa de vodka, um baseado, um rosto bonito e um sorriso era o necessário para que essa raça tão fraca perdesse a cabeça. Coloquei minhas mãos por debaixo da camisa dele e arranhei seu peito esculpido, enquanto murmurava coisas em seu ouvido. Tão burros, mas tão belos, eu não queria parar de brincar com esse aqui. - Ah... Sou... Will, à propósito - Ele disse, a respiração tornando-se cada vez mais ofegantes.

Antes que ele pudesse abrir o zíper do meu jeans, empurro-o para trás e abro um enorme e genuíno sorriso - É uma pena que eu tenho um compromisso Will à propósito. Acho que vamos ter de deixar a brincadeira pra outra hora. - Levanto os braços como se estivesse me espreguiçando e sinto minhas lindas asas douradas se abrirem atrás de mim. Com um impulso, levanto voo e solto uma risada satisfeita ao ver a expressão de Will. Apesar da minha altitude, consegui ouvi-lo dizer "What the fuck?". Ah, a deliciosa inocência humana... Me inclinei levemente, descendo devagar para a praia enquanto me afastava. A música da rave estava ficando cada vez mais baixa, até que não consegui mais ouvi-la. A escuridão era tremenda, apenas o brilho da lua e minhas asas, até que vi outro brilho. Uma energia distinta. Anjo.

Aumentei a velocidade e em poucos segundos estava com os pés na areia. Posicionei-me atrás de uma pedra para observá-lo com mais cuidado e notei algo incomum, muito incomum. Ele estava curvado sobre os joelhos, sozinho, sem as asas livres. Qualquer anjo que se preze nunca se curvaria daquela maneira, a dor nas costas deve ser insuportável, e eles nunca perdiam a oportunidade de mostrar sua "beleza". A não ser que ele não soubesse que era um anjo. Edward. Em um segundo eu percebi, aquele era o tão famoso anjo que fora expulso do céu com pouquíssimos anos de vida. E aquela era minha oportunidade de brincar com ele.

Retirei um cigarro do maço em meu bolso e acendi-o. Traguei profundamente enquanto caminhava na direção no garoto. Silenciosamente, de uma maneira que só eu sabia fazer, sentei-me ao seu lado e deixei a fumaça sair na direção de seu rosto. Assim que chamei sua atenção, abri um enorme sorriso cheio de ironia - O que foi pequenino? Se perdeu no caminho de casa?

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Re: Praia

Mensagem por Robin H. Geswein em Sex Abr 05, 2013 10:28 pm









Meu animo não estava muito bom, mas eu sabia disfarçar tão bem que eu me sentia uma atriz, quem sabe eu daria à louca e faria um filme? hum, melhor não.

Meus pés se movimentavam em uma sincronia reversa, minhas asas balançavam com o tocar do vento forte que vinha além do mar e seus horizontes, eu sentia um leve alívio com o cheiro salgado da areia, sim, aquele era o meu lugar favorito da Califórnia, afinal, era o único lugar onde eu podia ver as estrelas perfeitamente, brilhando como se ali fosse a ultima noite da sua existência. Aquela sensação enorme percorria o meu corpo de uma forma impressionante, me fazendo esquecer que a poucas horas eu havia eliminado mais alguns párias idiotas que insistiam em procurar a garota Price que já estava feliz com o seu outro anjo caído. Isso me lembra da vez em que eu bati de cara com os dois, e sem querer comecei uma pequena batalha, mais tudo se resolveu no final quando descobri que ela era a escolhida, sem guerras e mortes dessa vez, aquele grupo de anjos caídos apenas amavam aquela humana, e isso me tranquilizou, trazendo a lembrança de Lancelott em minha mente. Eu não havia entendido os desejos de Jessamine até agora, mais eu não iria tocar em nem um fio do seu corpo, promessa feita a mim mesma após perceber que infelizmente a pequena demônia ruiva não sabia exatamente o que fazer, por mais que eu tivesse a impressão de que isso não era exatamente uma verdade.

Toquei a areia fofa com a sola dos meus sapatos, eu pensei mais de três vezes se iría tira-lo, mais resolvi permanecer com ele, caso eu precise lutar e matar alguém novamente. Cruzei os dedos rezando para Deus que isso não acontecesse, ele mais do que ninguém sabia que eu odiava fazer essas coisas, alguém precisa proteger os humanos, e infelizmente esse alguém sou eu.

Caminhei lentamente enquanto podia avistar dois seres com aparências agradáveis, por mais que o garoto que estava lá parecia ter no máximo 14 anos, já a garota, eu nunca esqueceria aqueles longos cabelos da cor do fogo. Aproximei-me deles calmamente, até que em certa distância, coloquei uma das minhas mãos na minha cintura enquanto dou uma risada baixinha e audível. – Olá Pessoas imortais, ou não – Meu sorriso era tentador, ele ficava assim toda vez que eu estava perto de Jessie, eu não conseguia controlar essa minha parte.




Com: Edward and Jessie - - - -

vestindo: aqui!- - - -

notas: Irônico não? - - - -




...

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