[FP] Liessa J. Delacroix

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[FP] Liessa J. Delacroix

Mensagem por Liessa J. Delacroix em Sex Set 27, 2013 6:53 pm

Ficha de Personagem


-----Liessa Jean Delacroix
-----Nephilins
-----17 anos
-----Selena Gomez

-----Player


nome. Anita.
idade. 18.
como nos descobriu. Cupcake Graphics.
possui outras contas?quais. -


-----Personagem


Qual o seu lado?: Liessa confia apenas em si mesma.
Armamento: Quatro anéis de tamanhos diferentes que se encaixavam perfeitamente em seus dedos. Quando todos os anéis estão encaixados da maneira correta e Liessa fecha o punho de maneira a tocar todos os anéis, eles se tornam garras, que podem mudar de tamanho conforme a garota desejar, atingindo, no máximo, o comprimento de seu antebraço.


-----História


Encarou as árvores secas com os olhos estreitos e lábios pressionados. Definitivamente não estava em casa. Riu sarcasticamente e observou o longo e provocante vestido vermelho. o que comprovava ainda mais sua teoria. Um sonho? Provavelmente. Ou talvez estivesse viajando de novo, mas seus pensamentos nunca ganhavam forma daquele jeito, por mais viajada que estivesse. É, definitivamente estava em um sonho. Deu um passo a frente com seu sorriso ganhando um ar divertido enquanto caminhava pela grama queimada. As casas estavam todos destruídos, sem exceções e em algum canto ali que ela evitou olhar novamente haviam corpos.

Era tudo muito mórbido. Ela sempre gostou da morbidez, mas era estranho ver a vila daquela forma. Definitivamente.

Um vento bateu lhe trazendo o cheiro de fumaça e algumas cinzas e ela se restringiu a seguir essa trilha deixada pelo aroma. Não se apressava e seu ritmo era calmo demais para alguém que via todas aquelas atrocidades em silêncio. "Esse é seu interior" Disse uma voz grossa e masculina em sua cabeça. Parou e olhou em volta e não viu ninguém. Suspeito. Ignorou e voltou a sua caminhada, sendo novamente interrompida pela mesma voz.
"Inconfiável. Fria. Macabra. Má. Falsa." Reconhecia aqueles adjetivos e eles se lançaram sobre ela como uma flecha lhe acertando tão fortemente que ela se manteve paralisada, olhando para o céu cinzento daquela estranha manhã. O ar estava pesado e possuía um cheiro de podridão. Não, aquele não podia ser seu interior. Ela é fria e não costuma confiar nas pessoas, além de se esconder atrás de algo encantado. Mas ela não era podre daquela forma. Era a visão dos outros sobre ela? Não, era seu sonho. Nada além de um sonho, não se deixe abater, era o que ela dizia para si mesma.

Mas ela reconhecia sim aqueles adjetivos. Eram os direcionados para si quando mais nova. "Sádica. Sem coração. Anti-social. Demônio" Ela não conseguiu evitar se encolher um pouco. Um vento frio passou por ela, lhe arrepiando e a fazendo se sentir mal. Como se aquele vento trouxesse algo além daquela friagem... Algo mais. Algo além."Pobre sombra envolta em escuridão." Agora era a voz de uma garotinha, mas era uma voz sem emoção, talvez uma voz acostumada a ver tantas mortes que Liessa não conseguiria contar.
"Tuas ações trazem dor e sofrimento à humanidade." Ela estava reconhecendo a voz e as citações. Ergueu a cabeça e olhou novamente em volta, não se deixando abater. Não passavam de memórias. Confusas, emboladas e colocadas em um local estranho, mas memórias. Os adjetivos dados pelos seus colegas... Sim, apenas um sonho. "Tua alma vazia afoga-se nos teus pecados" Um sonho muito real. Viu um olho gigante surgir no céu e as memórias finalmente tomaram forma. "De que forma desejas ver a morte?"

Talvez ela mesma tivesse esquecido que havia sofrido. Ou talvez tivesse apenas escolhido esquecer ou substituir toda aquela dor por algo mais feliz. Era isso que fazia todos os dias, não? Ser forte. Viu com uma vagarosidade torturante um passado distante voltar à sua mente, quando ainda era uma menina de 13 anos,com seus colegas a olhando de forma estranha enquanto se via, tão pequena e frágil em um canto com suas roupas escuras. Não que ela colaborasse para ser querida já que nesta época sempre optou por se isolar o máximo possível de tudo e todos. Ela queria que alguém tentasse a aproximação, tentasse o primeiro passo. Alguém que talvez gostasse dela, quem sabe. O simples fato de ser diferente, de não ser vista com desejo que fizeram com que ela fosse denominada de coisas que ela não é e nunca foi e provavelmente nunca será, como inconfiável.

Mãos saíram do chão, almas atormentadas se retorcendo nas sombras a agarrou e começaram a puxa-la para baixo, pelos lados e até seus cabelos, lhe causando uma dor muito grande além de ferimentos de arranhões e a sua roupa agora estava em farrapos.
Então, o cenário mudou. Era um momento feliz entre seu pai, ela e sua mãe. Era uma boa memória, sem dúvidas. Então, porque ela estava ali? Como se lesse seu pensamento - se achou tola por usar esta expressão, é óbvio que leu seu pensamento considerando que é tudo parte de um sonho, saíra de sua cabeça, afinal - o cenário começou a escorrer, como tinta fresca. Aliás, o cheiro de tinta estava lhe atordoando os sentidos. Olhou para o lado e como se estivesse dentro de um quadro ela viu seu pintor sorrir macabramente com seus dentes podres.

Foi naquele momento em que ela finalmente sentiu falta de algo. Estendeu a mão e a região a sua frente tremulou. Uma passagem. Se jogou na passagem, sendo automaticamente mandada para outra cena. Reconhecia aquela cena, reconhecia ela bem.
Era, literalmente, o momento de sua morte.

Um acidente. A casa onde moravam, queimada. Uma sobrevivente.
Foi então o inicio da tragédia. Era o fim e ao mesmo tempo o inicio de sua vida. Era algo tão paradoxal. Ela estava no escuro, até que um clarão azulado surgiu. Um clarão que ela reconheceu logo que abriu os olhos e viu seu pai com os resquícios do seu momento de amargura escondidos por um tipico sorriso prepotente com quem diz "Eu posso tudo", Mas ele não podia. E jamais poderá fazer nem um terço do que queria. Uma troca equivalente, era tudo que elas precisavam. Um sentido perdido e um membro deixado para trás, isso resultou em sua fuga de casa e, mais tarde, à nova condição que seria obrigada a viver.

(...)

No instante seguinte,caiu em um buraco em algum momento de distração e foi parada apenas pelo chão. Era o vazio. Não, não era o deserto, não era areia que tinha abaixo de seu corpo, eram cinzas. Cinzas de memórias queimadas, sentimentos queimados, ela queimada. Lágrimas escorreram e ela se deixou cair, derrotada. Tudo só se cessou quando ela despertou. Sua respiração sendo forçada e ruidosa ela fechou os olhos, engolindo a seco.
Não era ela. Era o que ela poderia se tornar.


-----Personalidade


Vista como uma garota fechada, sarcástica e um tanto mal-humorada. Seu jeito gentil pode até nos enganar no começo, mas é escavando um pouco mais em sua personalidade que achamos um lado mais maldoso da personagem. A Liessa fechada que encontramos na maior parte do tempo e uma Liessa mais aberta e sensível.

O que tiramos disso é que a morena se divide em duas: o que ela gostaria de ser e o que ela realmente é. Enquanto a garota alegre e extrovertida é um ideal para a mesma, as barreiras que ela constrói ao redor de si contra o mundo a impedem de simplesmente ser. A verdade sobre a moça é que ela pensa demais. É difícil para ela só jogar tudo para o alto e ser inconsequente e livre. Tudo para ela, até as decisões mais simples, exige horas de reflexão, por isso constantemente se encontra presa em seu mundinho de receios, escuridão e finais infelizes, e deixa a oportunidade de viver passar direto por ela.

Essa dualidade em sua personagem pode causar não apenas situações paradoxais, mas uma má interpretação de suas ações. Seu exterior pode parecer cínico, mas ela não é. Liessa é aquilo que chamamos de sonhadora, mesmo que às vezes ela não deixe isso transparecer. Ela tem vontade de mudar o mundo; tem esperança nele. Acredita que o mundo pode ser mudado e é nisso que ela se empenha. Essa não é a visão de um cínico! É a visão de alguém disposta a lutar pelos seus ideais. Acima de tudo, é uma garota tentando se encaixar e achar o seu lugar nesse mundo. E é ai que entram seus amigos, aqueles que a ajudarão a encontrar a Liessa Jean Delacroix verdadeira, compreendendo-a e  pouco a pouco derrubando suas barreiras.


-----Aparência


Aqueles mesmos olhos claros que mais parecem reluzir, transbordando sutilmente a malevolência que reside nela. Os cabelos castanhos e sedosos que, quando descabelados, caem à margem de suas pálpebras. A pele levemente morena  e cheirosa, macia. O corpo invejável, como qualquer outra mulher deveria ser. Mantém uma postura firme e imponente, como se nada a pudesse abalar.

Mas as roupas que escondem suas cicatrizes não conseguem sequer apagá-las. São marcas profundas, que significam algo além da compreensão de qualquer outro. Pedacinhos de ninguém, duma época que não merece recordações. Tratam de assombrá-la, lembrando-se do quanto teve de sacrificar para chegar aonde chegou.


-----Segredos


• Liessa matou os pais por acidente, causando por seus surtos de esquizofrenia e hiperatividade.
• Guarda seus remédios controlados em uma gaveta próxima a cama, tomando-os de vez em quando.





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Liessa J. Delacroix
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